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Mensagens

Mondrian e o neoplasticismo

  Piet Mondrian – Amersfoort, 1872 – New York, 1944. O nome de Piet Mondrian está ligado ao grupo Neo-Plasticista holandês associado à revista De Stijl. A sua concepção de que a arte deve ser representada através da linha reta e das cores puras como símbolo da expressão da ordem cósmica fez dele um dos grandes defensores da abstração e um dos artistas mais admirados e influentes do século XX.                                                              1921                                                                             Formou-se como professor de d...

O Impacto da Arte Africana no século XX

  A influência da arte africana é evidente, sobretudo, na arte de Picasso, dos jovens cubistas e dos escultores do começo do século XX. As distorções propositadas das figuras repintadas em "Les Demoiselles d’Avignon" , de Picasso, (1907, MOMA, New York ) são disso um exemplo claro, tal como é a sua " Bailarina",   de 1907 (coleção de Walter P. Crysler Jr.), com as suas superfícies riscadas e castigadas com escoriações e incisões na tinta.                                                 "Les Demoiselles d’Avignon" , de Picasso De forma mais duradoura, a influência da arte africana libertou a sua atitude em relação à criação de imagens. “Uma cabeça é uma matéria de olhos, nariz, boca” , - dizia Picasso a Leo Stein -, “que podem ser distribuídos como se desejar – a cabeça continua a ser cabeça.” Picass...

Van Gogh: Um coração em tudo

  O azul do céu mais intenso, mais brilhante, mais claro que Van Gogh alguma vez pintou, será por ventura o que se encontra no plano de fundo de “Amendoeira em flor”, que foi pensado como presente para seu afilhado e sobrinho que havia nascido no fim de janeiro de 1890 e recebera o nome de Vincent. Só as flores de branco luminoso rompem dos ramos ainda hirtos de inverno e anunciam, como mensageiras de Primavera, o romper de nova vida.                                                        Amendoeira em Flor, Van Gogh, 1890. Vincent investiu no quadro uma paciência e autodomínio, como em geral não era seu hábito. Talvez tivesse refreado tanto que adoeceu, neste seu último quadro de Saint-Rémy. Em Janeiro e Fevereiro de 1890, além do nascimento do sobrinho-afilhado ainda se passaram outras co...

"Vista da Praia de Scheveningen com Tempestade", Van Gogh 1882

  No primeiro dia de 1882, Van Gogh parte para Haia e ocupa um atelier financiado p or seu irm ão, Theo. Sob instru ção de seu primo Anton Mauve, então pintor em Haia, resultam  os primeiros quadros a óleo. É pois fortemente influenciado pela Escola de Haia, muito presa 'a tradição, tentava sobretudo reviver na pintura paisagística  a “É poca de Ouro” da pintura barroca holandesa. Adriaen van de Velde foi o especialista  barroco em pintar marinhas e a sua combinação de paisagem e figura, movendo-se nas margens, era ainda norma para Van Gogh. “ Quando fizer paisagens, estar á sempre nelas algo figurativo”, escreveu ele pragmaticamente; a tradi ção artística  vai, pois, aqui de encontro ao seu próprio conceito pictural. O quadro contém, todavia, disposição para autonomia de forma e cor: por exemplo, nos empastamentos, na acentuação das camadas paralelas e na variação das matizes de castanho, nota-se já uma tendencia fundamental para a abstração. A separação,...

“A Liberdade guia o povo”, Delacroix, 1830.

  Museu do Louvre, Paris. As mulheres tiveram importante papel na luta das ruas durante a revolução de 1830. A figura central, de peitos nus, com uma espingarda provida de baioneta numa das mãos e a bandeira tricolor na outra, é a representação simbólica da liberdade. Ela usa uma boina frígia, que era um símbolo de liberdade durante a Revolução Francesa. Este quadro, muito controverso, comemora a subleva ção de Julho de 1830 em Paris, durante a qual os parisienses ocuparam as ruas em revolta contra o regime insaciável e tiránico de Carlos X. A bandeira republicana, tricolor, suplanta a monárquica e foi um símbolo de união revolucionária. Delacroix sabia que ela suscitaria na memória do público as glórias do império napoleónico, que fora o mundo da sua juventude. #arteweek

Palácio Nacional da Ajuda – Lisboa

Salão onde foi recebido D. João VI ao retornar do Brasil (1821) O Real Paço de Nossa Senhora da Ajuda foi mandado erguer por D. José I (1714-1777) no alto da colina da Ajuda. Este edifício, construído em madeira para melhor resistir a abalos sísmicos, ficou conhecido por Paço de Madeira ou Real Barraca. Substituía o sumptuoso Paço da Ribeira que fora destruído no terramoto que arrasou Lisboa em Novembro de 1755. Construção do Real Paço da Ajuda A urgência da construção de um novo Palácio e o facto da Família Real ter sobrevivido ao cataclismo por se encontrar na zona de baixa sismicidade de Belém/Ajuda, justificou a escolha do local. O novo Paço, habitável desde 1761, veio a ser a residência da Corte durante cerca de três décadas. Em 1794, no reinado de D. Maria I (1734-1816), um incêndio destruiu por completo esta habitação real e grande parte do seu valioso recheio. Coube a Manuel Caetano de Sousa, Arquitecto das Obras Públicas, a tarefa...

Souza Cardoso: Realidade e Promessa que a pandemia levou.

Amadeo de Souza-Cardoso mudou-se para Paris em 1906. Tinha 19 anos e queria continuar os estudos de arquitectura que tinha iniciado em Lisboa. A vibração do meio artístico parisiense afectou radicalmente o seu destino, conduzindo-o para o caminho da pintura. Em 1907, impressionado pelos desenhos que recebeu de Paris, o escritor Manuel Laranjeira (1877-1912) já saudava o seu jovem amigo como "um artista no sentido absoluto da palavra". Amadeo nasceu na quinta dos seus pais em Manhufe, Amarante (Portugal), em 14 de Novembro de 1887. Cresceu entre nove irmãos, numa família rica de proprietários rurais. Passou a sua infância entre a casa em Manhufe e as estâncias de verão na praia de Espinho. Lá conheceu Manuel Laranjeira, uma amizade que foi decisiva para alimentar a prática do desenho, que Amadeo desenvolveu em Lisboa como parte dos estudos preparatórios em Architecutre na Academia de Belas Artes de Lisboa. Isto foi em 1905. A viagem a Paris, em Novembro do ano seguinte, em com...